(João Lemes)
Todo mundo sabe que o cigarro no Brasil é caro por causa do imposto. Enquanto aqui o governo morde 70%, no Paraguai é só 18%. O legal custa no mínimo 5 reais, mas o contrabandista vende o dele por 3 reais e 40 centavos. Marcas como Eight, Gift e San Marino dominam as ruas porque o bolso fala mais alto na hora do vício.
O pirata do pirata
O negócio é tão lucrativo que tem até falsificação da falsificação. A polícia já estourou fábricas clandestinas aqui no Brasil que fazem o cigarro muito ruim e embalam como se fosse paraguaio. Ou seja, o sujeito acha que está comprando um “importado”, mas está levando gato por lebre feito em fundo de quintal sem higiene nenhuma.

Veneno sem controle
Agora vem a parte feia. O cigarro legal já mata com câncer e infarto e o Ministério da Saúde avisa isso todo dia. Mas o ilegal é uma roleta russa sem controle da Anvisa. Estudos mostram que eles podem ter até 11 vezes mais metais pesados, como chumbo e níquel.
Economia burra
No fim das contas a conta não fecha. Você paga a metade do preço para estragar a saúde mais rápido e ainda ajuda a financiar o crime organizado. Não existe cigarro bom, mas trocar o controlado pelo duvidoso é pedir para a saúde ir se aniquilar mais cedo.

Ninguém vai preso
O descaminho, que é trazer mercadorias do Paraguai sem pagar imposto, tem pena prevista de 1 a 4 anos no Código Penal, mas quase ninguém vai preso porque a punição é baixa e costuma ser trocada por medidas alternativas. Na prática, a pessoa responde em liberdade e perde a carga, e só acaba na cadeia quando há organização criminosa, armas, grande quantidade de produto ou reincidência pesada.
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