Ex-prefeito critica decisão do hospital

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A questão do Pronto-Socorro Municipal


Vulmar Leite, ex-prefeito de Santiago, fez a sua avaliação crítica após notícia de que o diretor do Hospital, Rúderson Mesquita, dizia que a entidade planeja a saída do Pronto-Socorro Municipal de suas instalações por entender que traria problemas estruturais e de imagem (releia). Confira o que disse Vulmar:
“Não seria problema se o prefeito Ruivo já tivesse tomado providências para a instalação da UPA, com oito especialidades, cantada em verso e prosa em 2012. O que me preocupação as razões que levariam o HCS a romper o convênio com a Prefeitura de Santiago”.
“A decisão já estaria tomada pela administração do Hospital, aguardando apenas que a Prefeitura providencie outro local. O que é preocupante nessa possível decisão do Hospital são os motivos alegados para o distrato com o Poder Público Municipal – o valor do convênio está defasado e, pasmem, os problemas existentes comprometem a imagem do Hospital.”
“É preciso lembrar que essa parceria entre a Prefeitura e o Hospital se efetivou em 1995, quando os dois prontos-socorros particulares – Prontomed e Pronto-Socorro particular que funcionava anexo ao Hospital, deixaram voluntariamente de atender os beneficiários do SUS.”
“Lembro de que, inicialmente, houve contrariedade da direção do HCS em aceitar a gestão do Pronto-Socorro. Sei que, posteriormente, o convênio foi renovado diversas vezes e que, ao invés da Prefeitura contratar diretamente profissionais médicos, estes passaram a ser de responsabilidade do Hospital, havendo, por conseguinte, o devido repasse dos valores da folha e das demais despesas do atendimento.”
“Sei, também, que esse convênio foi utilizado pela Prefeitura para contratar pessoal de diferentes especialidades, a fim prestarem serviços em outros próprios da rede municipal de saúde do município”.
“Será que a Câmara, através da Comissão Especial criada recentemente para avaliar possíveis irregularidades nas relações de cooperação do município com HCS deixou de identificar essa questão latente e, mais séria, existente, que coloca em risco o atendimento regular da população?
“O HCS é filantrópico, de utilidade pública, sua provedoria não recebe remuneração para gerir a instituição, exercendo funções beneméritas, portanto, a instituição não visa lucro. O maior resultado econômico do HCS é o ganho social, a qualidade e quantidade de serviços prestados para a população.”
“Tenho convicção de que até aqui o Pronto-Socorro Municipal, no molde atual, foi muito importante para ajudar ao HCS a alavancar parcerias com os governos Estadual e Federal e juntar bons recursos para manter o pessoal, fazer reformas, comprar equipamentos, instalar novos serviços essenciais”. 
“Cabe destacar que, o Pronto-Socorro custeado pelo poder público atende a pacientes de outros convênios do HCS com entes públicos e privados, alheios às obrigações da Prefeitura.”

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