
A suspeição de Sergio Moro foi declarada hoje pelo Supremo Tribunal Federal por três votos a dois
Como escreveu a jornalista Rosane de Oliviera (ZH), “quando a preocupação dos brasileiros deveria ser com as 3.251 mortes pela covid em 24 horas, cinco ministros do Supremo conseguem a vitrine com a implosão do que restava da Lava-Jato”.
O voto decisivo foi dado pela ministra Cármen Lúcia. Ela já havia dado seu voto favorável a Moro, mas mudou alegando que fatos novos a fizeram rever a posição.
Fachin queria salvar a Lava-Jato?
Um dos votos favoráveis a Moro foi o ministro Edson Fachin, o mesmo que anulou as condenações de Lula com a alegação de que não poderia ter sido julgado em Curitiba. Fachin não inocentou Lula, mas o PT adotou essa “verdade”.
Fachin teria feito uma tentativa de salvar Moro e a Lava-Jato remetendo os processos de Lula para Brasília.
Moro, que abandonou a magistratura para ser ministro da Justiça de Bolsonaro e hoje trabalha como consultor, foi considerado suspeito devido ao vazamento de conversas com integrantes da Lava -Jato, nas quais orientou procuradores.
É indiscutível que houve corrupção na Petrobras
Diante desse quadro, duas perguntas se impõem, diz Rosane de Oliviera: o que acontecerá com os demais condenados na Lava-Jato? O que será feito com o dinheiro recuperado para os cofres públicos com as delações de corruptos?
Por fim, a jornalista Rosane de Oliveira quase decreta: “Não custa repetir: é indiscutível que houve corrupção na Petrobras, superfaturamento de obras, pagamento de propina e combinações entre empreiteiras para lesar o Estado brasileiro”.



