
A saída de militares ocorre após Bolsonaro trocar o general Fernando Azevedo e Silva por Braga Netto no Ministério da Defesa
O Ministério da Defesa anunciou a troca dos três comandantes das Forças Armadas. O general Edson Pujol (Exército), o almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior (Marinha), e o tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica), se reuniram mais cedo com o ministro Braga Netto, que foi escolhido pelo presidente Bolsonaro para ser o novo ministro da Defesa.
“O Ministério da Defesa (MD) informa que os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica serão substituídos. A decisão foi comunicada em reunião nesta terça (30), com presença do Ministro da Defesa nomeado, Braga Netto, do ex-ministro, Fernando Azevedo, e dos Comandantes das Forças”, diz trecho da nota divulgada pelo Ministéiro da Defesa. (O Globo)
Enquadrar militares
A demissão de Azevedo foi interpretada por integrantes das Forças Armadas como uma tentativa de Bolsonaro enquadrar os militares. Surpreendidos, os comandantes das três forças fizeram uma reunião.
Pujol “Militares não querem fazer parte da política”
A maior cobrança mirava Pujol, que sempre tentou se distanciar dos vínculos com o governo. Em novembro do ano passado, com aumento das críticas ao ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, ele disse que “militares não querem fazer parte da política”, delimitando que o Exército é uma instituição de Estado e não de governo.



