Divaldo Lara (PTB) é acusado de desviar dinheiro público e chefiar uma organização criminosa. O prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 1,2 milhão, de acordo com o Ministério Público.
Conforme a denúncia, os crimes ocorreram de janeiro de 2017 a outubro de 2018 , quando foi deflagrada a fase ostensiva da Operação Factótum.
As supostas irregularidades foram cometidas em contratos de coleta de lixo, higienização de postos de saúde, fornecimento de máquinas e serviços para órgãos públicos. Lara teria montado o esquema ainda em 2015, quando vereador e a presidência da Câmara.
Já na Prefeitura, ele teria conduzido as ações para dispensar licitações, autorizar pagamentos fracionados e em duplicidade, sem prévio empenho ou mesmo sem contrato, beneficiando empresas dos demais suspeitos.
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Em março de 2018, Lara ficou famoso por uma canalhice: elogiou fazendeiros que, de relho em punho, espancaram jovens que acompanhavam Lula em sua caravana.
À época, ele declarou: “Reafirmo, repito e acrescento, Lula e a sua quadrilha tiveram em Bagé aquilo que mereciam ter em todas as cidades deste país. Em Bagé se trata corrupto com relho, se trata corrupto desta forma”.
Em setembro, ele entregou um chicote ao então candidato a vice-presidente Mourão durante visita do general ao município.
Estouro da vacina
Há pouco, o Ministério Público instaurou uma investigação para avaliar, sob o aspecto criminal, a decisão do prefeito de alterar a ordem dos grupos na vacinação contra a covid, imunizando agentes de segurança antes de outros grupos prioritários. Também foi instaurado uma investigação para avaliar se houve improbidade administrativa.





