
Em depoimento à CPI, o general Pazuello afirmou que o presidente estava na reunião ministerial que negou a providência. É a primeira vez que Pazuello liga o presidente a uma das medidas do governo mais questionadas na gestão da crise sanitária. Nas demais declarações, o ex-ministro tentou blindar Bolsonaro e negar interferências do presidente em temas como a compra de vacinas e a recomendação de cloroquina.
A intervenção federal foi solicitada pelo senador Eduardo Braga em 15 de janeiro. Na época, o esgotamento do estoque de oxigênio levou o sistema de saúde regional a um colapso. Pacientes com a covid morreram por falta do insumo, fundamental nos casos moderados e graves.
“Na reunião ministerial, o governador foi chamado, apresentou sua posição e houve uma decisão nessa reunião de que não seria feita a intervenção”, disse Pazuello. “O presidente da República estava presente. A decisão foi tomada nessa reunião”, completou.



