
“Não era uma perseguição para matar o PM, a família não é uma facção”, diz advogado de parentes das quatro vítimas
Porto Alegre – O policial teria dado um tapa em uma das mulheres da família durante a festa de aniversário e depois fugiu, relatam os parentes
Os familiares das vítimas da chacina em uma pizzaria na zona norte de Porto Alegre no final da madrugada de domingo (13) falaram à polícia nesta terça-feira (15). Os relatos mais aguardados eram o das duas mulheres que estavam ao lado dos quatro homens mortos por um policial militar.
Os quatro mortos pelo policial são: os irmãos Cristiano Lucena Terra, 38 anos, e Christian Lucena Terra, 33 anos; o sobrinho deles, Alexsander Terra Moraes, 26 anos, e o primo Alisson Corrêa Silva, 28 anos. Os quatro foram sepultados nesta segunda-feira (14).
A discussão com o PM começou numa casa do bairro Mário Quintana, onde era comemorado um aniversário. Na versão da família das vítimas, o PM (sem farda) invadiu a festa de arma em punho falando “polícia, polícia, desliga o som”. Houve confusão e os quatro homens e duas mulheres saíram atrás dele pela rua. Quando o policia entrou no banheiro da pizzaria, eles entraram atrás e foram mortos uma a um. CLIQUE, VEJA DETALHES E O VÍDEO
Contrapondo
Na versão do advogado do PM, este tentou dizer que estava atrás de uma amiga. Ao verem o PM na casa, as pessoas o abordaram de forma hostil, embriagadas e alteradas. Ele não havia bebido e tentou dizer que era policial e que morava perto, pedindo que não fizessem tanto barulho, mas logo começaram a intimidá-lo e o cercaram, então, saiu correndo rumo à pizzaria e deixou a porta do banheiro entreaberta para manter o campo de visão. Eles invadiram a pizzaria. O PM avisa para irem embora e eles correm para matá-lo. Ele então avisa para se afastarem. Não resolveu. Sua única saída foi atirar.




Milagre que não tivesse um rabo-de-saia, uma mulher metida no meio da confusão, aliás, metida não, geralmente elas são o estopim e caem fora depois, deixando outros segundos e terceiros desenvolverem alguma confusão ou tragédia! Afora o erro do policial, é covardia a mulher iniciar a confusão e não se responsabilizar, tirando o corpo fora… tá aí o resultado do “dá o tapa e esconde a mão”! TRAGÉDIA!!!