
O lançamento da pré-candidatura do senador Heinze (PP) deflagrou movimentos nos demais partidos e a definição de nome ganha ritmo, informou o jornal Zero Hora. (Essa matéria é uma adaptação do artigo do jornalista Fábio Schaffner).
Heinze salta na frente de Onyx
Heinze quer ser o principal palanque do presidente Bolsonaro no Estado, lançando-se antes do ministro-chefe da Secretaria da Presidência, Onyx Lorenzoni (DEM). Nas últimas semanas, eles vinham alimentando uma guerra de versões nos municípios do Interior.
Por sua vez, Onyx reafirma a própria candidatura e ainda lançou uma provocação ao especular como vice a secretária estadual da Agricultura, Silvana Covatti (PP), com quem Heinze não tem boa relação.
Tanto Heinze qiuando Onyx não poupam esforços para atrair o apoio de Bolsonaro. Heinze tornou-se membro titular da CPI da Covid, onde é defensor ferrenho da política do governo e até da famosa e ineficaz cloroquina.
Sem vitrine semelhante, Onyx trabalha nos bastidores, aproveitando a intimidade do Palácio do Planalto e atiçando a militância com a organização do passeio de moto do presidente em Porto Alegre, dia 10 de julho.
Eduardo Leite não vai e deve apoiar seu vice

Eduardo Leite 
Ranolfo Vieira
O governador Eduardo Leite deve dar continuidade à gestão com a manutenção do atual grupo político formado por PP, PSDB, MDB e PTB. Contudo, Heinze e Eduardo Leite sabem que não estarão no mesmo palanque em 2022, pois o governador encoraja candidaturas no MDB e no próprio partido, o PSDB. Sua preferência é pelo vice, Ranolfo Vieira Júnior, prestes a migrar do PTB para o PSDB. Apesar disso, quem tem mais chances de herdar a candidatura de situação é o deputado federal Alceu Moreira.
Moreira e Gabriel também querem, mas não brigam

Alceu Moreira 
Gabriel Souza
Presidente do MDB no Estado, Alceu mantém prudência. Depois de uma indecisão inicial, está construindo um plano de governo ouvindo prefeitos e ex-governadores do partido. Aos poucos, veste o figurino de candidato, mas não está disposto a sacríficos. Portanto, ciente desse vácuo, o presidente da Assembleia, Gabriel Souza (MDB) também se movimenta.
Tanto Alceu quanto Gabriel encontram resistência na velha guarda emedebista, formada sobretudo pelos ex-governadores Pedro Simon e José Ivo Sartori. Alceu é reconhecido pelo histórico e perfil combativo, Gabriel pela ousadia e capacidade de articulação, mas nenhum tem apoio unânime da cúpula. Entre eles, não há disputa: quem deixar a corrida abraça a candidatura do outro.

Tem muito jogo pela frente nesse campo político
Embora se fale muito nos atuais políticos, pelo menos um dos possíveis candidatos não está em cargo eletivo da política partidária, mas no comando de uma das maiores entidades esportivas do Brasil. É Romildo Bolzan, atual presidente do Grêmio e que pode surpreender pelo PDT.
Partidos de esquerda
Na oposição, o único nome consolidado é do deputado estadual Edegar Pretto (PT). Ele tem procurado se aproximar do eleitor urbano se apresentando nas redes com o slogan “uma vida de lutas, no campo e na cidade”.



