
(por João Lemes) O jornalista gaúcho Adair Weiss, diretor do Grupo A Hora (de Lajeado), disse o seguinte: “Sem entrar no mérito da opção sexual do governador, eu só acho lamentável que vamos discutir o ‘sexo dos anjos’, em vez de adentrar em temas estruturais do país, como emprego, renda, combate à corrupção e tanta coisa mais urgente. País que discute ou condena orientação sexual de alguém é uma nação muito atrasada”.
Tive que concordar com o colega, mas não sem antes dizer que essa mania de dar conotação sexual em tudo veio do próprio Bolsonaro. Iniciou com o malfadado Kit Gay (que sumiu após sua vitória) e com o não menos famoso “comer gente” ou com ataques ao governador Eduardo e a tantos outros nessa mesma linha.
Embora se diga o Brasil não estaria interessado em questões assim, a grande repercussão na mídia e o bate-boca em grupos e até nas famílias provam o contrário. O país está sim mais preocupado com a orientação sexual de cada um do que com os problemas de ordem geral da nossa nação. Infelizmente, ainda somos muito medíocres, tanto por atacar quem pensa e age diferentemente de nós, quanto ao dar vasão a esses temas, da forma como vem sendo dada.



