
Diante do avanço das investigações da CPI, assessores do presidente Bolsonaro mudaram o discurso e já admitem que grupos teriam montado um esquema para se beneficiar dentro do Ministério da Saúde. Um auxiliar presidencial ouvido pelo G1 afirma que informações sobre esse suposto esquema já circulavam no governo, mas ainda não havia provas.
Foi por isso, segundo ele, o Palácio do Planalto decidiu exonerar o diretor de Logística Roberto Dias, após a denúncia de que o servidor teria cobrado propina ao negociar vacinas.
O governo decidiu agir preventivamente, mesmo sem provas de envolvimento do ex-diretor. A decisão foi baseada justamente nas informações anteriores de que grupos estariam atuando de forma irregular.
Em 2020, o ex-ministro Pazuello chegou a sugerir a demissão do diretor por causa de suspeitas. Na época, pressões políticas impediram isso.



