

O superávit é de 2 bilhões e 76 milhões no primeiro semestre de 2021.
Esse resultado positivo não ocorria desde 2016. A última vez em que o Estado teve contas no azul nesse período do ano foi devido à venda da folha do Banrisul, mas o dinheiro extra acabou em 24 horas.
Com um salto na arrecadação e gastos sob controle, o governo fechou os primeiros seis meses de 2021 com saldo positivo nas contas. O superávit orçamentário significa receitas acima das despesas.
“Uma série de fatores contribuem para isso, tanto pelo lado da receita quanto pelo lado das despesas. Se a economia mantiver a trajetória de retomada, a tendência é de que o superávit siga até o final do ano”, projeta o economista Darcy Carvalho dos Santos, auditor fiscal aposentado.
Uma das razões para a melhoria nos números é a queda no déficit da Previdência (de 674 milhões) e a redução nos desembolsos com o funcionalismo, decorrentes das reformas. No caso das despesas com pessoal, a diminuição foi de R$ 144 milhões.
A outra explicação é o avanço da arrecadação em comparação com 2020, quando a pandemia causou forte retração. Isso ocorreu principalmente no primeiro quadrimestre (a ajuda federal, responsável por recompor as perdas, chegou entre junho e setembro).
Em 2021, o salto se deve à recuperação da atividade econômica e a melhorias na Receita Estadual, de forma a simplificar a burocracia tributária. Só o ICMS teve crescimento real (descontada a inflação) de 20%.
Volta ao passado
Em 2016, depois de forte arrocho, contenção e atrasos, o governo Sartori também conseguiu fechar o primeiro semestre com superávit, de R$ 792,6 milhões. Foi a primeira vez após três anos e quatro meses no vermelho.
Naquela época, a condição durou apenas 24 horas e se deveu à venda da folha dos servidores ao Banrisul. O dinheiro entrou em caixa e praticamente “evaporou”. Foi usado de imediato para cobrir o 13º salário dos servidores de 2015, que havia sido parcelado devido à crise financeira. No final de 2016, o balanço ficou negativo em R$ 143,1 milhões. (Zero Hora)



