Nesta semana, durante homenagem ao promotor Rafael Azeredo, morto em acidente na BR 287, a juíza Cecília Laranja comentou que a sociedade precisa debater sobre o corte de árvores muito próximas da estrada. Ela citou os casos do promotor e também do deputado Chicão Gorski, que acabaram morrendo por causa de colisões contra árvores. Conforme o policial federal Paulo Müller, já existe um levantamento técnico feito pelo Ministério Público Federal, apontando as estatísticas de mortes na estrada e observando que o melhor seria retirar as árvores que estão a menos de dois metros da faixa.
Müller observa que ao se chocar contra uma objeto fixo (árvore, poste etc), os tripulantes acabam absorvendo todo o impacto. Sem obstáculos à frente, até com a capotagem, a chance de sobrevivência é maior. O policial sugere que o ideal seria a substituição dos pínus muito próximos na pista por uma vegetação de menor porte. De qualquer maneira, ele observa que cabe aos motoristas obedecerem os limites de velocidade e dirigir com maior cuidade em áreas consideradas de risco.
Cabe refletir: todo motorista sabe que dirigir em alta velocidade é perigoso, que campanhas de conscientização sobre isso são feitas, que combinar álcool e direção pode ser fatal e que falhas mecânicas não tem hora para acontecer, que a BR 287 tem os seus perigos…mas por quais motivos ainda se vê tantas pessoas agindo de forma irresponsável no trânsito?


