
Essa moça interiorana sabia que um dia seria bancária. Notou isso lá nos seus 9 anos. Hoje, sua história de amor com o Sicredi chega aos 20 anos.
Santiago – Lucineide Marian atua em uma empresa que é o sonho de emprego de muitos. Ela é gerente de negócios do Sicredi. A jaguariense, mãe da Laura (14) e da Helena (9 anos), colocou na cabeça que seria bancária quando ainda era uma menina lá no interior da campanha. Essa loira sorridente, simpática e muito séria nos negócios, saiu de Jaguari aos 18 anos para estudar Ciências Contábeis. Logo, já realizava o sonho do primeiro emprego, que foi no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jaguari. Certo dia, o jaguariense Paulo Prina, hoje diretor do Sicredi Vale do Jaguari, entrou em sua sala e disse: “Está a fim de trabalhar no Sicredi comigo, guria?”.
A carreira no Sicredi
O convite de Paulo Prina veio, mas lógico, após ela ter sido aprovada em processo seletivo. Então, começava uma carreira que foi desde o cargo de estagiária (1999) à função de gerente de negócios do Sicredi. A inspiração foi sua madrinha Edilce.
De onde vem essa força, essa dedicação de uma mulher que parece ter 30 horas em 24?
Resume-se numa mulher que sente muito prazer no que faz. Sou viciada no trabalho, gosto de estudar, de falar… Quem me conhece sabe a pessoa simples que sou, pois nunca neguei minhas origens. Saí da roça e tenho orgulho da família. Ela é meu combustível para seguir.
Você é destacada na tarefa de atender bem. Fale disso:
O atender bem o associado, o cliente é fundamental para o sucesso de qualquer negócio. Afinal, ele é a razão da existência da empresa. No Sicredi não é diferente. Toda a equipe sabe que o associado é o centro. Carrego este mantra: quanto vale uma empresa sem seus colaboradores e seus clientes? Nada.
O sistema financeiro é desafiador?
Sim, e por isso me sinto realizada no que faço, tanto no Sicredi como na URI, duas instituições pelas quais tenho muito respeito (grata por todas as oportunidades profissionais). Minha network foi sempre construída com o apoio das pessoas dessas ‘minhas’ duas instituições.
Que fenômeno é este? O sistema cooperativado?
Tem papel relevante na construção de uma sociedade mais equilibrada, um modelo agregador de renda com participação efetiva de seus associados. O Sicredi é exemplo de responsabilidade social e econômica porque tem na veia a qualidade de vida dos cooperados, o desenvolvimento social e crescimento econômico da região.
O que mudou nas empresas?
Sabe-se que modelos arcaicos e padrões estabelecidos foram quebrados nestes últimos 10 anos. O dinamismo do mundo exige que os profissionais se desafiem na sua formação.
E os novos padrões entre empresas e colaboradores?
Os novos padrões de atendimento já estão estabelecidos. Vejo que as relações trabalhistas já estão sendo alteradas, fugindo à regra tradicional de trabalhar em instituições financeiras de segunda a sexta. Já há novos contratos em que as folgas passam a ser nas segundas, terças e assim ajustar funções de atender a demanda de clientes em ambientes que possuem necessidade de atendimentos aos sábados, por exemplo.

E a modernidade, o sistema digital, todos se adaptaram?
As relações de negócios estão mudando e irão mudar mais. O mundo é digital, o Sicredi também está preparado e se preparando. O mundo touch não retrocede. Basta percebermos a geração do aplicativo, do pix, do open banking, do pagamento pelo whatsApp. O mundo é líquido, como afirma Bauman. Claro, cabe destacar a essência cooperativa, o relacionamento com nosso associado de forma presencial também é uma obra-prima. O Sicredi valoriza muito isso porque no cooperativismo não somos números, somos pessoas, e pessoas nunca irão deixar de existir.
Em relação ao mercado econômico mundial e brasileiro, o que esperar?
Creio numa economia expansionista, mas não a curto prazo. Vejo a materialização desse crescimento no final do segundo semestre de 2022, considerando todo esse processo pandêmico. Defendo essa ideia com base no PIB mundial, que encolheu em torno de 3% a 4%. Então, vai demorar até que retorne ao patamar em que estava.
E que dizer da nossa região?
Nossa cidade e região são diferenciadas. Há boa gestão pública e somos privilegiados com berços do agronegócio. Nossa economia local e regional, apesar de perdas, não foi tão afetada quando comparadas a grandes centros industriais. O agronegócio ajudou a reduzir o tombo da economia e está sendo indicado como motor da recuperação da economia.
E qual o conselho aos profissionais em geral?
Temos que inovar, entender o que o mercado está sinalizando. Por isso não se permite ficar parado. Acompanhe as mudanças, invista no autoconhecimento, aprenda a aprender, seja um profissional exponencial, porque o mercado não permite mais pessoas lineares. Quando maior o ângulo do seu conhecimento, maior será o seu sucesso.



