
Quando não é a tormenta, é o tormento do serviço sem patrão
O velho drama das caixas d’água volta à tona. Desta vez, outra caixa d’água está no chão, mas não por culpa do vento; foi por culpa de uma instalação mal feita.
Ainda no ano passado, a prefeitura chamou a empresa Agrimetal, de Ijuí. O trabalho ficou bonito. Lá no alto se via a cintilante marca da Prefeitura. No chão, a possibilidade de reforço no abastecimento no centro da cidade. O problema é que, assim que testaram o material, cai um balde de água fria em quem precisava do serviço.

Deu zebra na caixa
A caixa cedeu e uma equipe da prefeitura precisou derrubá-la. A prefeitura diz que vai cobrar da empresa, a qual fará uma base mais forte e tudo ficará a contento. O vice-prefeito Anselmo Cardoso explicou ao NP/Expresso que o município não será prejudicado, nem o abastecimento, visto que essa caixa era apenas um reforço. O valor pago à empresa foi de 158 mil.

Quanto às demais caixas que até hoje estão sem uma solução, o que se sabe é que há um baita processo na justiça e milhões de dúvidas no ar.

Relembre: em 2015 foi assim
A prefeitura inaugurou novas redes e caixas d’água que serviriam às comunidades de Areias, Carovi, Tunas, Passo da Areia, Inhacapetum, Progresso, Rincão dos Vargas… As obras iniciaram no governo Meneghini (MDB) graças a um convênio que envolveu milhões de reais, verbas da Funasa (Fundação Nacional de Saúde).
Em outubro de 2017 as três caixas caíram e até hoje estão do mesmo jeito: no chão.


Obra que custou sete milhões apodrece na beira das estradas
Quem cruza a região rumo a Ijuí não deixa de perceber algo gigantesco à beira da rodovia. São as famosas caixas d’água, parte de um projeto que contemplou o sonho de 150 famílias. Sonho este que custou sete milhões e que hoje apodrece ao relento.
A água mais cara
No caso de Capão do Cipó, o líquido se tornou um dos mais caros do mundo, haja vista que pouco foi usado. A maior parte dos sete milhões investidos só deu resultado até outubro de 2017, quando uma tormenta colocou por terra o investimento.
O sonho de barro
Em 2015, o Expresso publicou:
“Moradores de Carovi, Areias, Inhacapetum, Tunas e Rincão dos Vieira não precisarão mais conviver com um problema que se repetia a cada verão. A falta d’água potável ficou no passado, pois a prefeitura concluiu a nova rede. São mais de 140 km de encanamentos feitos com verbas da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), num investimento que chega a 7 milhões. A solenidade de inauguração com o prefeito Alcides Meneghini e secretários será às margens da RS 377, em Areias. À tarde, haverá audiência na Câmara para prestação de contas e esclarecimentos com representantes da Funasa”.
Investigação – As autoridades querem saber se todo o dinheiro destinado foi investido da melhor maneira, de acordo com o projeto aprovado. Isso porque, as caixas ruíram.



