
Quem cruza no centro da cidade, na rua do Fórum, poderá observar que a natureza não se rende. Nessa rua, o pouco que sobrou do muro foi “abraçado” por essa figueira centenária. Os moradores se mudaram, a casa se foi, o muro caiu… só restou a planta tentando conter os últimos vestígios do que foi esta moradia.
FIGUEIRA AMIGA
(Gildo de Freitas
Figueira como é que pode
Estares modificada
E vejo assim tão cercada
De casas de moradia
Onde estão as ferrarias
Do Carlo e do Zeca Paiva
Francamente eu tenho raiva
De não ver mais quem eu via.
Figueira faz tanto tempo
Que eu estava retirado
Aqui deixei meu passado
E hoje venho a procura
Só não vejo as criatura
Que eu vi e sou testemunha
Pegando cavalo a unha
Para porem a ferradura.
Se eu pudesse eu te mudava
Pra um lugar de campo aberto
Para sentires de perto
As coisas de antigamente
Tu com toda essa beleza
I esse estranho ambiente
Não podes viver contente
Distante da natureza.



