
Um dossiê indica que o prontuário de Regina Hang prova que ela utilizou o kit covid antes de ser internada
O jornal O Estado de S.Paulo afirma que 15 médicos que dizem ter trabalhado para a Prevent Senior entregaram um dossiê à CPI da Covid indicando que a declaração de óbito da mãe do empresário Luciano Hang, Regina Modesti Hang, de 82 anos, “foi fraudada”. A idosa morreu no dia 4 de fevereiro, em São Paulo. O dossiê aponta que no prontuário havia informação de que Regina começou a apresentar os sintomas em 23 de dezembro, e que tomou hidroxicloroquina, azitromicina e colchicina antes de ir ao hospital da Prevent Senior. Depois, teria recebido ivermectina e tratamentos experimentais.
Hang é apoiador do presidente Bolsonaro. Após a morte da mãe, ele publicou vídeo em que dizia lamentar que a mãe não tivesse recebido o tratamento precoce. O vídeo foi divulgado hoje na CPI, durante oitiva do diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior.
De acordo com a reportagem do Estadão, o dossiê indica que “o prontuário médico da sra. Regina Hang prova que ela utilizou o kit antes de ser internada e que repetiu o tratamento durante a internação, assim como registram que seu filho, sr Luciano Hang, tinha ciência dos fatos”.
Batista Júnior nega que a operadora tenha cometido qualquer irregularidade. “O dossiê entregue é uma peça de horror, produzido a partir de dados furtados de pacientes, sem qualquer autorização expressa, o que configura crime que precisa ser investigado”, disse.



