
Segundo a investigação, criança ficava por horas amarrada em uma cama, sendo dopada com medicamentos controlado
A Polícia concluiu o inquérito que investigava a prática de tortura e maus-tratos a um menino. A mãe, de 28 anos, foi indiciada por tortura qualificada pela persistência do crime, que durou quatro meses.
A apuração confirmou que a criança ficava por horas amarrada em uma cama, tinha as mãos queimadas à força no fogão, sendo também dopada com medicamentos de uso controlado.
“Os fatos são tão ultrajantes, avessos à ideia de um lar e de uma mãe que a polícia é forçada a provar cada detalhe da prática do crime, porque, do contrário, ninguém vai acreditar”, relata o delegado Pablo Rocha.
A investigação começou depois que o Conselho Tutelar foi acionado por meio de uma denúncia anônima sobre maus-tratos.

Em trocas de mensagens, a mulher chegou a planejar uma forma de abandonar a criança. “Vou levar ele no hospital e dizer que está mal, com diarreia e vômito. Aí ele vai ficar para fazer soro, vou dizer que vou na rua comprar algo para comer e vou abandonar ele lá”, escreveu ela.
A mãe e o namorado estão presos desde 18 de agosto. Ele deverá ser liberado porque não teve envolvimento. O menino foi retirado da convivência dos presos e enviado para a casa de familiares. (Zero Hora)



