
Famílias estão guardando botijões para usar apenas em emergências, e outras até venderam o fogão a gás
Com o gás acima dos 100 reais e a crise corroendo o orçamento dos mais pobres, o velho fogão a lenha voltou às atividades. Em 2020, o consumo de restos de madeira em residências aumentou 1,8% frente a 2019, segundo a Empresa de Pesquisa Energética, um retrocesso em saúde e qualidade de vida.

Até 1970, cerca de 80% dos lares usavam pedaços de madeira para cozinhar e se aquecer. Hoje, a eletricidade é a principal fonte de energia, mas a lenha ainda ocupa a segunda colocação na matriz residencial, com 26,1% de participação.
O gás estava sendo mais consumido do que a lenha até 2017, quando o preço do botijão começou a disparar. Naquele ano, a Petrobras alterou sua política de preços e começou a reajustar o gás toda vez que a cotação do petróleo e o câmbio subiam, assim como já fazia com a gasolina e o óleo diesel. O resultado foi um crescimento ainda maior do consumo de lenha em 2020. (F: Negócios)



