
Presídios femininos de Porto Alegre e Guaíba produzem peças de qualidade para bolsas famosas O trabalho tem a coordenação de duas santiaguenses
As apenadas da Penitenciária Feminina Madre Pelletier (Porto Alegre) e da Penitenciária Feminina de Guaíba trabalham na confecção de peças de tricô e crochê para as bolsas de couro trançado. É a Oficina Tricouro.
Na novela da Globo
As bolsas ficaram famosas por atenderem a um público elitizado, com 20% da produção dirigida à exportação, e os 80% vendidas no centro do país, tendo destaque na novela O Segundo Sol, da Globo.

Trabalho, renda e ressocialização
Na Penitenciária Madre Pelletier, nove apenadas trabalham na oficina, com uma produção mensal de 240 produtos. Em Guaíba, mais cinco apenadas produzem mensalmente 60 peças. As presas recebem 75% do salário mínimo, mais diminuição da pena em um dia a cada três trabalhados.
O aprendizado de uma profissão
Segundo a diretora substituta da PEFG, Isadora Minozzo, a Tricouro tem sido parceira do trabalho prisional. “Esperamos aumentar o número de pessoas envolvidas no projeto e, assim, garantir que o cumprimento da pena possa gerar o aprendizado de uma profissão que será fundamental para o retorno à sociedade”, disse ela.
Trabalho além do artesanato
Segundo a chefe do trabalho prisional do Departamento de Tratamento Penal da Susepe, Elisandra Minozzo, o projeto desenvolvido nas duas maiores penitenciárias femininas do Estado é focado no empreendedorismo feminino. “Vai além do artesanato, com a confecção de um produto de qualidade e de alto valor de mercado, buscando, a inclusão social e a autonomia financeira dessas mulheres”.




