
Família assassinada
O caso iniciou com o desaparecimento de uma família em maio de 2017, teve desfecho. Flávio Diefenthaeler Martins, 51 anos, foi condenado a 58 anos de cadeia pelo assassinato de um casal e da filha deles. Márcia Cristina Johan Althaus, 50 anos, e o marido Roberto Carlos Terres, 46, foram mortos a tiros, assim como a adolescente Maria Elisabeth Johan Terres, 15. Os corpos foram localizados em outubro daquele ano.
No júri, Martins foi condenado pelos crimes de homicídio contra os três, além de uma tentativa de homicídio e por ter escondido os corpos.
A juíza Luana Schneider decidiu aplicar pena total de 58 anos ao réu, em regime inicialmente fechado. Desses, 56 anos foram pelos assassinatos e pelos disparos contra o vizinho, e dois anos pelas ocultações de cadáveres. A magistrada também determinou que o réu não poderá recorrer em liberdade e seguirá preso. Martins foi detido ainda em 2017 e respondeu a todo processo na cadeia.
“Foi um caso muito difícil e de muita responsabilidade, pois vitimou uma família inteira, inclusive uma menina de 15 anos. Me sinto de alva lavada, porque a justiça foi feita. Foi uma vitória do direito à vida”, afirmou o promotor Diogo Gomes Taborda, que atuou no plenário do júri.
A motivação do crime não ficou totalmente esclarecida, embora o Ministério Público tenha apontado desacertos por dívidas envolvendo o tráfico de drogas. No entanto, o juiz responsável pela pronúncia do réu, assim como o Tribunal de Justiça, em fase de recursos, entendeu que eram escassas as provas nesse sentido, motivo pelo qual foi afastada a qualificadora de motivo torpe.



