
A delegada da Polícia Federal, Silvia Amélia, foi a 18ª da carreira a ser punida por atingir os interesses do presidente Bolsonaro. Ela chefiava a Diretoria de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, órgão responsável por pedidos de extradição, quando formalizou a solicitação para que os Estados Unidos prendam e extraditem o ativista bolsonarista Allan dos Santos, próximo da família presidencial. A ordem de prisão foi ordenada pelo STF.
– Ricardo Saadi. Vítima da intriga de policiais bolsonaristas no Rio, ele era superintendente. Sua troca foi anunciada em agosto de 2019.
– Maurício Valeixo. Ex-diretor-geral da PF, entrou no radar bolsonarista quando defendeu Saadi e contradisse Bolsonaro dizendo que o desejo do presidente de demiti-lo não era por produtividade, como havia alegado o presidente.
– Rolando de Souza. Substituto de Valeixo, o ex-diretor resistiu à pressão de Bolsonaro, que queria trocar alguns cargos na PF.
– Bernardo Guidali Amaral. Delegado do Serviço de Inquéritos Especiais, pediu a abertura de um inquérito para investigar Dias Toffoli, acusado de receber propina de R$ 4 milhões em troca de uma decisão do TSE. Foi rifado em um gesto de aproximação de Bolsonaro com o magistrado.
E assim a lista negra seguiu com mais nomes.



