
Nesta “imagem” tridimensional, parecida com uma cartografia, “vemos bem que a variante ômicron apresenta muito mais mutações que a variante delta [que ainda apresenta um grande número de mutações], concentradas principalmente na região da proteína que interage com as células humanas”, explicou a equipe de pesquisadores.
“Isso não quer dizer automaticamente que essas mutações são mais perigosas, diz simplesmente que o vírus se adaptou mais uma vez à espécie humana gerando outra variante”, informaram os pesquisadores. “Outros estudos nos dirão se essa adaptação é neutra, menos ou mais perigosa”.
A equipe de pesquisa do renomado estabelecimento Bambino Gesù se concentrou na busca por mutações “da estrutura tridimensional da proteína spike”, explicou à AFP Claudia Alteri, professora de microbiologia clínica na Universidade de Milão e pesquisadora no hospital romano citado.
Essa proteína, que é a parte do vírus “que se estuda com mais atenção”, é “responsável pelo reconhecimento do receptor humano e da entrada do vírus nas células”. “É na spike que os anticorpos monoclonais agem e, consequentemente, as vacinas”, destacou. (UOL)



