
O coronavírus não vai sumir, mas vai conviver com a gente de maneira mais civilizada
Ainda é cedo para certezas em relação à variante ômicron. Apesar da necessidade urgente de mais informações, não há como acelerar o tempo.
O virologista da Universidade Federal de Minas Gerais, Flávio da Fonseca, reforça que é preciso aguardar:
“O que vai nos dizer, com certeza, se é mais transmissível, se tem efeito na eficácia das vacinas ou se tem gravidade aumentada é o acúmulo de dados”, explicou.
A Ômicron chama a atenção pelo total de alterações (mutações). Apenas na proteína Spike, relacionada à capacidade de entrada do coronavírus nas células do corpo, são 32.
Fonseca explica que a evolução de um vírus depende de mutações, que são absolutamente aleatórias.
— O que vai determinar o sucesso ou a extinção de um mutante é a sua adaptação. Estamos infectados o tempo todo, e 99% dos vírus não causam doença. O sars-cov-2 (covid) ainda não teve tempo de se adaptar, então causa estrago. Os vírus que hoje provocam resfriados já tiveram um tempo maior de se adaptar à gente”, compara o biólogo, explicando que, quanto maior a convivência entre humanos e esses micro-organismos, menos danos devem ocorrer.



