
O Congresso aprovou orçamento para 2022 com R$ 4 bilhões e 900 milhões para campanhas eleitorais e R$ 16 bilhões para emendas do relator (uma verba para os apadrinhados do governo distribuírem onde quiserem).
A previsão de rombo nas contas do governo para 2022 foi ampliada de R$ 49,6 bilhões para R$ 79,3 bilhões
Após intensas negociações, estabeleceu fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões para o ano que vem. O recurso para o financiamento das campanhas políticas em 2022 será recorde e 144% maior do que o valor destinado na eleição de 2020, de R$ 2 bilhões.
Também foi incluído no orçamento previsão de R$ 2 bilhões para reajuste salarial a policiais federais. Desse total, o impacto nas despesas primárias do governo é de R$ 1,7 bilhão. A reestruturação das carreiras da segurança pública com aumento de remuneração foi uma demanda de Bolsonaro, com a disputa pelo Palácio do Planalto no pano de fundo, e representa uma derrota para a equipe econômica.
A previsão de rombo nas contas do governo para 2022 foi ampliada de R$ 49,6 bilhões para R$ 79,3 bilhões (o rombo considera as despesas que vão ficar acima das receitas). O valor total da despesa para o próximo ano foi fixado em R$ 4,82 trilhões.
A proposta do orçamento precisa ser sancionada pelo presidente da República até 31 de dezembro, para não prejudicar as despesas e as receitas do governo no ano seguinte.



