Por Carlos Eduardo Machado dos Santos (*)
De acordo com o Sebrae, 76% dos entrevistados em uma pesquisa sonham abrir o próprio negócio. Ser dono do próprio nariz, sem patrão, sem horários pré-estabelecidos e atingir independência financeira, fomentam esse sonho. Mas cabe um importante alerta ao candidato a empresário, nem tudo são flores nesse caminho, assim como em qualquer profissão para empreender é preciso preparação.
Aprender sobre a atividade, o mercado qual deseja investir, lidar com compras, vendas, atendimento, pessoas, fluxo de caixa, custos e formação dos preços são fundamentais. Além de coragem, exige-se planejamento, tendo em vista que geralmente o primeiro ou os dois primeiros anos são mais difíceis, período em que o negócio está tomando forma e posicionando-se no mercado, criando a sua identidade.
É aí que o empreendedor deve estar preparado para ter uma reserva financeira ou outras fontes de renda, desconsiderando o que já será investido no empreendimento. No início é arriscado depender só do negócio para sobreviver, muitas vezes é nesse momento que as coisas começam a ficar difíceis.
Dica: Conheça melhor seus futuros clientes, fornecedores e concorrentes, todo o negócio interage com esses três atores. Coloque no papel tudo que você precisa para abrir esse negócio, mercadorias, dos equipamentos até as reformas e licenças necessárias, liste os custos fixos mensais (água, luz, telefone, aluguel, internet…). Uma ferramenta chamada Plano de Negócios irá auxiliar organizar essas informações para a tomada de decisão.
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(*) Técnico do Sebrae, Administrador (CRA/RS 041975), Especialista em Gestão Estratégica de Negócios (URI) e Especialista em Gestão de Pequenos Negócios (SEBRAE/FIA-USP).



