
Roberto Fernandes Nicola*
O jejum intermitente é uma restrição total de alimentos em intervalos do dia ou até mesmo podendo chegar de 24 a 72 horas com ciclos regulares ao longo do ano. Quando realizado da forma correta a partir do objetivo de cada pessoa, potencializa a perda de peso e é uma poderosa ferramenta na melhora da saúde cerebral.
Sabemos que o jejum durante buscas espirituais faz parte da história das religiões mais que um ato cerimonial. O Ramadã mulçumano, Yom Kuppur judeu, iogues, xamãs, cristãos devotos, budistas e entre outros jejuam como um processo poderoso de purificação física e mental afim de facilitar o contato com o sagrado.
Hoje a ciência sabe que o jejum pode produzir substâncias que potencializam o desempenho cerebral aumentando o foco, cognição e mantendo maior clareza mental. Age como um supercombustível para as células neurais através de cetonas e protege o cérebro contra a exposição a toxinas associadas ao Alzheimer ou ao Parkinson.
Nem todas as pessoas podem jejuar e a técnica muda conforme o objetivo de cada pessoa. Busque sempre orientação médica responsável para realizar esta técnica e obter o maior número de benefícios.
*Médico formado pela Universidade Luterana do Brasil (Canoas) e psiquiatra pela Fundação Universitária Mário Martins (Porto Alegre), é um dos mais requisitados do Estado. Atua como médico do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense na área de Psiquiatria do Esporte e Medicina do Esporte, onde possui Pós-Graduação pela VerboMed. Ele atende presencialmente em Porto Alegre, como psiquiatra e psicoterapeuta, mas também é um profissional disponível para consultas online. Fone: (51) 99858-9544.



