
Por ser muito contaminante mas pouco letal, cientistas acreditam na possibilidade de que a ômicron servirá como um imunizante contra formas mais graves da covid. Seria a pandemia virando endemia.
A respeitada pneumologista da Fiocruz, Margareth Dalcomo, disse em uma entrevista que apesar do esperado aumento do número de casos nos últimos dias, a pandemia pode estar sendo controlada e chegando ao fim. De acordo com a médica, uma característica típica das viroses respiratórias é elas se tornarem cada vez menos letais, como tem sido com a ômicron pelo mundo, pois apesar da taxa de transmissão ser alta, os casos são mais leves. Segundo dados da Prefeitura do Rio, 98% dos casos de covid na cidade hoje, são da variante ômicron.
“É possível essa hipótese que a pandemia possa estar começando a perder sua força pelo aparecimento de uma variante muito transmissível, porém menos mórbida, no sentido da morbidade que ela possa causar”, explicou Margareth. Segundo especialistas, um vírus mais forte quando começa a ganhar variantes mais fracas e que contaminam com mais facilidade, acaba servindo como uma espécie de ‘vacina’ que não tem nem de perto as mesmas consequências da cepa original.
Em sua explicação, a especialista esclarece que o vírus não irá desaparecer. Provavelmente, ele irá manter um comportamento endêmico daqui para frente – ou seja, se tornará uma doença freqüente e mais comum, como a própria gripe. Poderá, inclusive, ocasionar casos graves, eventualmente, como ocorre com a gripe, que nunca deixou de fazer vítimas, ainda que raramente. Mas do ponto de vista pandêmico, o vírus deverá perder a sua força.
A médica também explica que essa perspectiva não pode ser tratada como certa e sim como uma possibilidade. Nada impede que variantes mais graves e letais apareçam, mas não é o que os cientistas esperam, hoje. (CNN)



