
Sondado pelo PSD para mudar de partido e disputar a presidência da República, o governador do RS afirmou que ficará no PSDB e admitiu publicamente, pela primeira vez, a possibilidade de quebrar o compromisso assumido durante o mandato de não concorrer à reeleição.
“Tenho essa convicção (contra a reeleição). Mas também tenho a convicção de que não podemos permitir que o Estado se perca”, disse.
A ideia inicial de Eduardo Leite era lançar o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior à sua sucessão. Ranolfo trocou o PTB pelo PSDB no ano passado, mas ele enfrentou resistência de parte das lideranças tucanas. Uma outra opção discutida no partido é a candidatura da prefeita pessedebista de Pelotas, Paula Mascarenhas, sucessora de Leite no comando da cidade.
Apoio de deputados
Desde que tomou posse, Eduardo Leite dizia que não disputaria a reeleição e usou esse argumento para angariar apoio a projetos na Assembleia Legislativa. No entanto, ele tem sido pressionado a mudar de posição para que o PSDB tenha mais chance de manter o controle do Estado.
O governador evitou, porém, garantir que estará na disputa pelo Palácio Piratini. E lembrou em sua discurso como a sua posição contra a reeleição ajudou a garantir o apoio para implantar medidas que mudaram a situação financeira do Estado:
“Não vou me omitir nesse processo eleitoral (no RS). Não sei se será como candidato, mas tenho certeza que vou participar como uma liderança.”



