
A data marca um dia histórico de lutas femininas pelo mundo. Há linhas históricas que associam o fato aos grandes incêndios em fábricas que mataram centenas de mulheres.
Há diferentes histórias e movimentos que se cruzam para culminar com uma data oficializada. Foi na década de 1970 que a ONU reconheceu a importância de relembrar as lutas sociais, políticas e econômicas das mulheres.
A necessidade de um dia para marcar a luta vem desde os movimentos feministas do século 19, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Elas reivindicavam igualdade de direitos, condições dignas de trabalho e de vida. No início no século 20, as mobilizações ganharam mais força.
Nesse contexto, há controvérsias se existiu um evento específico associado ao dia 8 de março para designar a data como grande marca. Há linhas históricas que associam o fato aos grandes incêndios em fábricas que mataram centenas de mulheres. A tragédia na indústria americana Triangle Shirtwaist Factory foi um desses casos, quando, em março de 1911, o lugar pegou fogo devido às condições precárias de trabalho e 146 pessoas morreram. Eram 129 mulheres, sendo que 90 acabaram se jogando pelas janelas do prédio tentando escapar das chamas.
Outro fato ligado à data é a uma grande manifestação de operárias na Rússia, em 1917, que se posicionaram contra as más condições de trabalho, a fome e a participação do país na Primeira Guerra. Isso teria corroborado para o dia 8 de março ganhar relevância e influenciado diretamente na eclosão da Revolução Russa de 1917.
Independentemente da origem, o Dia da Mulher marca uma sequência histórica de lutas femininas. Em 2021, a ONU Mulheres escolheu o seguinte tema para a data: “Mulheres na liderança: alcançando um futuro igual em um mundo de covid”. O tema celebra os enormes esforços de mulheres e meninas em todo o mundo na construção de um futuro mais igualitário e na recuperação da pandemia. (Zero Hora)



