
A alta chegará em cascata ao consumidor por vários lados. Quase 90% das mercadorias no país são transportadas por caminhões.
Mesmo que esperado, o aumento de quase 25% do diesel é um novo talagaço que as transportadoras de cargas terão que administrar. O combustível é o principal custo das empresas, com um peso que varia de 35% a 55%.
“Foi um talagaço, mas não tinha mais como segurar, comentou Diego Tomasi, vice-presidente de Transportes do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística. Ele se refere à disparada do petróleo provocada pela guerra da Rússia.
O comunicado às transportadoras fala agora em aplicação emergencial, “acumulando um reajuste total de 28,96% na carga fracionada e 38,82% na carga lotação”. Não há um tabelamento no setor, mas os cálculos da entidade são usados como parâmetro para as negociações.
“O setor de transportes vai passar pela maior revolução da sua história. Que sobrevivam as empresas mais organizadas, corretas, com melhor gestão e sustentáveis”, diz Tomasi. (Fonte: jornal ZH).
O que fará o presidente Bolsonaro?
“No final das contas, o governo entra com R$ 0,30, os governadores também com 0,30 e o contribuinte fica com os outros 0,30. Então, logo mais, estarei sancionando esse projeto e o reajuste anunciado pela Petrobras no dia de ontem (quinta), a vigorar hoje (sexta-feira), em vez de 0,90 passa para 0,30 na bomba”, disse Bolsonaro.



