
A queda na cotação internacional tira pressão por reajuste, mas esquenta debate sobre política de preços
O petróleo chegou a ser cotado abaixo de US$ 100 pela primeira vez em março. No início da manhã desta terça (15), o barril chegou a US$ 97,72. Na véspera do ataque russo, foi cotado a US$ 95,42. No final da manhã, recuperou o patamar de US$ 100, mas voltou a ficar abaixo dessa barreira, negociado em US$ 99,07. A notícia e análise são de Marta Sfredo, da Gaúcha.
Os motivos da nova queda: a expectativa de algum avanço nas negociações entre Rússia e Ucrânia e volta de surtos de covid na China, quem manteve sua política de “covid zero”, o que significa que tudo para diante o crescimento de casos. Isso afeta o preço do petróleo porque significam menor demanda por combustível.
A Petrobras vai devolver o dinheiro?
Conforme estimativas de mercado, isso significa que a defasagem de preços da Petrobras caiu para uns 5%. O que será que vai acontecer se a cotação continuar caindo? A Petrobras vai devolver o dinheiro de quem pagou até R$ 10 por um litro de gasolina? Não vai. Mas vai inflamar o debate sobre a política de preços.



