
A dívida com fornecedores passa de R$ 1 bilhão.
Ameaça de hospitais privados e filantrópicos de romper contratos deixa mais de 1 milhão de segurados em risco de ficar sem assistência
A notícia é de Rosane de Oliveira – Ela diz em Zero Hora que sobraram alertas nos últimos meses de que os prestadores de serviços estavam cansados dos atrasos e da defasagem na remuneração.
Médicos se descredenciaram, outros reduziram o número consultas, outros ainda pararam de aceitar novos pacientes com convênio do IPE Saúde. O governo fez ouvidos de mercador ou comprou a versão de que soluções estavam sendo encaminhadas, quando a realidade era outra.
O problema do IPE Saúde é estrutural. As dificuldades vêm de antes da pandemia, mas se agravaram com o aumento das internações de pacientes da covid.
É importante resgatar o histórico de dificuldades, identificar os responsáveis, mapear as ações e omissões para buscar uma solução que atenda aos legítimos interesses dos servidores públicos ativos, inativos e pensionistas.
Diferentes estudos mostram que o IPE Saúde é um plano inviável
Hoje, a contribuição é calculada sobre o salário. Quanto menos a pessoa ganha, mais vantajoso se torna o plano, porque não importa se o servidor é sozinho ou tem quatro ou 10 dependentes legais, o valor é o mesmo.
Outra ideia, o aumento do índice de contribuição também esbarraria na capacidade contributiva dos que ganham menos e ampliaria a evasão dos que ganham mais e podem trocar o IPE Saúde por um plano privado. Como a maioria dos salários está congelada há sete anos, a receita não cresce e a despesa não para de subir.
A divisão do IPE Saúde e do IPE Previdência, no governo de José Ivo Sartori, foi uma tentativa de separar dois temas que têm vida própria, mas foi insuficiente. F: Zero Hora)



