
(por João Lemes) Ninguém, nem eu, seria capaz de prever o tamanho crescimento do Expresso. Graças ao trabalho de tanta gente, faremos 30 anos com a alma lavada devido à credibilidade desse veículo, conquista essa que ficou provada pela própria história, sendo que até mesmo as brincadeiras de “1° de abril” são levadas muito a sério.
Ainda em 2001, resolvemos inovar e imitar os grandes jornais mundiais, fazendo do 1° de abril um dia para rir, brincar e se divertir. O jornalista Márcio Brasil teve a idéia de colocarmos a foto de um disco voador sobre Santiago. Discordei, ora se alguém iria acreditar numa besteira dessas. Para conseguir passar como verdade, o assunto teria que ser o mais próximo da realidade possível. Mas o Márcio insistiu, e eu, só para provar que ele estava errado, aceitei.
Mal o jornal chegou aos assinantes, o Jones Diniz já abria o microfone na Rádio Santiago falando do tal fenômeno sobre os céus da nossa cidade. Logo o Jones, que certa ocasião dissera que nunca, jamais acreditaria em tal história. “Capaz, discos voadores não existem”, dizia ele.
Santiago ficou em polvorosa e as opiniões foram divididas mais uma vez, com a maioria favorável ao fato, taxando-o de verdadeiro. Foi o assunto da semana sem que ninguém notasse que era brincadeira de 1° de abril.
Na outra semana, o desmentido. A maioria, quase na totalidade, entendeu e riu de si próprio por ter acreditado em tamanha falácia. Claro, alguns ficaram bravos de terem sido enganados e ligaram para o jornal desaforando os editores, coisa que nem abalou nossos brios, até porque, eles também eram alguns dos que estavam bravos consigo mesmos por terem acreditado na brincadeira, prova da credibilidade do Expresso.



