
A guerra entre facções já deixou um saldo de 23 mortos, 31 feridos, 16 presos e três adolescentes apreendidos. São 32 atentados ou confrontos com as forças policiais desde o dia 14 de março, data que marca a intensificação do conflito entre os grupos rivais.
Um levantamento exclusivo obtido por GZH indica que foram 21 ataques provocados pela facção que domina o tráfico na Grande Cruzeiro, cinco pela organização criminosa que tem origem no Vale do Sinos, mas que já se espalhou pelo Estado, dois ainda sem indícios de autoria, quatro confrontos com a Brigada e um com a Polícia Civil. Agentes estão debruçados nas informações e com investigações avançadas.
Os disparos aconteceram nos bairros Cristal, Tristeza, Santa Tereza, Humaitá, Cascata, Santana, Centro Histórico, Aparício Borges, Cavalhada, Medianeira, Vila Nova, Lomba do Pinheiro, Campo Novo, Partenon, Hípica, Restinga, Bom Jesus, Belém Velho e Teresópolis. Dezenove deles aconteceram durante a noite e 13 durante o dia ou madrugada. Todos os mortos, feridos, presos e adolescentes apreendidos são do sexo masculino. Há informação de, pelo menos, um menor entre os mortos.
“A Polícia Civil está trabalhando de forma integrada com atuação de todos os seus departamentos operacionais, sob coordenação do DHPP, para estancamento dos homicídios que vem ocorrendo em Porto Alegre. As investigações estão bem avançadas com diversas lideranças e suspeitos das execuções já identificados”, destaca a diretora do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegada Vanessa Pitrez.
Ainda conforme a delegada, foram apreendidos e periciados diversos veículos e realizadas algumas transferências internas de lideranças dentro do sistema prisional gaúcho.



