
Um documento obtido pelo O Globo revela que o religioso informou que se encontraria com ao menos dez deputados, entre eles o filho do presidente.
O pastor Arilton Moura se recusou a comparecer ao Senado para explicar as denúncias envolvendo lobby e pedidos de propina a prefeitos para liberar verbas do Ministério da Educação. Contudo, conhece bem o Congresso. Nos últimos quatro anos, segundo documentos, ele visitou mais de 90 vezes a Câmara entre janeiro de 2019 e março de 2022. Dentre os destinos registrados no sistema de segurança, estão ao menos dez deputados, de diferentes legendas, do PL ao PSB. O deputado Eduardo Bolsonaro está entre os que foi visitado.
O segundo parlamentar que mais teve audiências com o pastor Moura foi Marcelo Brum (União-RS) – ao todo, quatro entre 2019 e 2022. Ele ocupou a cadeira de deputado temporariamente e voltou a ser suplente nesta semana, quando o titular do posto, Onyx Lonrezoni.
Foi para solicitar recursos
“Às vezes em que o pastor foi no gabinete era em busca de recursos para os projetos sociais da igreja, para idosos”, detalhou Brum, frisando que não enviou a verba porque ele era um deputado do RS e igreja se situava em Goiás.



