
O presidente apareceu com a primeira-dama Michelle, o vice, Hamilton Mourão (pré-candidato ao Senado) e três pré-candidatos ao governo: o senador Luis Carlos Heinze, o ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL) e o atual governador Ranolfo Vieira (PSDB), recém-empossado.
Governador em meio às vaias dos bolsonaristas
O discurso do governador Ranolfo quase não pode ser ouvido, em meio às vaias dos bolsonaristas. Ele começou dizendo que Bolsonaro seria sempre recebido com respeito, enquanto Bolsonaro e a primeira-dama erguiam crianças no colo. Eduardo Leite (PSDB), que de que deixou o governo na semana passada, já não encontrava o presidente em agendas oficiais.
Antes da chegada do presidente, os bolsonaristas levantaram gritos contra uma rádio local, a Uirapuru, que adotou o “fique em casa” e vaiou uma funcionária do aeroporto que apareceu de blusa vermelha. Os gritos cessaram quando ela colocou um casaco preto mas recomeçaram logo depois, quando se deram conta da cor de seu sapato, gritaram: “Tira o sapato! Tira o sapato”.

No discurso, Bolsonaro reforçou a mensagem à base. Apoiou críticas à Globo, chamada de lixo pelo público – “Me permitam discordar, lixo é reciclável”, disse ele. Falou ser contra o aborto, ressaltou a força do agronegócio na região, afirmando que não ocorreram invasões pelo MST em seu governo e citando o número de licenças de armas. “É o nosso maior Exército, o povo brasileiro”, argumentou.
Enquanto falava sobre a obra do aeroporto, com custo de R$ 45 milhões, uma apoiadora gritou “Sonhei contigo!”. Em outro momento, durante uma fala sobre defesa da família brasileira, outra pediu “Bolsonaro, quero uma foto”, e um homem ainda largou: “Fecha o STF!”



