
A compra do Twitter por 44 bilhões de dólares pelo bilionário americano Elon Musk mexeu com os usuários e com a classe política. O motivo é simples: a expectativa sobre uma maior liberdade quanto aos conteúdos. O artigo é de KELLY MATOS, do jornal Zero Hora.
Musk é o mais rica do mundo, mas o que chama a atenção da ala política não é a fortuna dele, mas o seu apreço pelas ideias liberais. Na prática, usuários projetam menos regulação do que é publicado. Inclusive, sem banimento de postagens ou de usuários, como foi o caso do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Esse, aliás, é um dilema aprofundado pelas redes sociais: como conciliar o direito à liberdade de expressão sem favorecer, por exemplo, a desinformação ou mesmo ataques de ódio? O debate se intensificou durante a pandemia, quando postagens antivacina reacenderam a discussão sobre liberdade do indivíduo versus desinformação.
Em seu perfil no Twitter, o presidente Bolsonaro ironizou o movimento de pessoas que querem deixar a rede social, agora que Musk é o novo dono. “Não quer ficar no Twitter de Elon Musk? Saiba como desativar sua conta”, dizia o texto. O presidente repostou: “Boa matéria”.



