
O lixo jogado nas praias e no mar representa uma ameaça crescente a todo o ecossistema do planeta.
Rio Grande – Muitos resíduos foram encontrados no organismo de 30% dos peixes. Entre as tartarugas, metade já ingeriu componentes de embalagens
Bitucas de cigarro, lixo deixado por banhistas e restos de material de pesca misturam-se, nas areias das praias gaúchas, a garrafas e garrafões, tonéis, latas e embalagens Tetra Pak (compostas por papelão, polietileno e alumínio) produzidas em vários continentes. O plástico é a maior parte do que costuma chegar às areias da praia gaúcha trazido pelos próprios frequentadores ou depois ser lançado ao mar pelas embarcações e percorrer longas distâncias. (ZH)
Trata-se de um problema global e que há décadas vem sendo alertado pelos pesquisadores e entidades preocupadas com a degradação do meio ambiente.
De tudo o que é despejado no oceano, 85% é plástico, segundo o relatório Da Poluição à Solução: Uma análise global sobre lixo marinho e poluição plástica, produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e apresentado na assembleia da ONU. Durante o encontro, representantes de 175 nações aprovaram uma resolução histórica pelo fim da poluição plástica.
O documento estabeleceu um comitê de negociação cuja meta é concretizar uma proposta para um acordo global juridicamente vinculante até o fim de 2024. Este acordo indicará alternativas para abordar todo o ciclo de vida do plástico, o design de produtos e materiais reutilizáveis e recicláveis, além da necessidade de maior colaboração internacional para facilitar o acesso à tecnologia, à capacitação e à cooperação científica e técnica.



