(João Lemes)
Gostei da entrevista do prefeito Ruivo (no Expresso) de que é preciso despolitizar órgãos públicos. Há tempos, o que se vê é só paternalismo por toda parte. Poucos pensam tecnicamente e, sim, politicamente. Aí, nada anda mesmo! E tem a turma dos “felizes para sempre”, graças à bendita estabilidade. O sujeito apronta, faz o que bem quer e fica lá resguardado por uma lei arcaica e demagógica. Claro, há exceções. Vamos salvaguardar os bons.
Vejam como está sendo na rede privada. Virou e mexeu e veio a tal crise. Eu não a chamo assim. Para mim é período de ajuste. Isso é cíclico. Se frouxa um tempo para apertar em outro. Nessas horas, o empresário revê gastos, repensa investimentos, arrisca menos. Neste ano a recessão foi tão forte que até os patrões estão tirando do bolso. Antes eles só repassavam os aumentos ao consumidor. Eles também reveem o quadro de empregados, os quais a moda chama de “colaboradores”. Quem não se alinhar, vai embora.
Portanto, meus amigos, em 2016, se agarrem nos empregos e façam tudo pelo melhor. Isso pode não levá-los a uma estabilidade como na esfera pública, porém garantirá o leitinho das crias por mais tempo. Na hora de cortar o pescoço de alguém, o patrão vai atacar primeiro os bichos-preguiça que habitam a floresta do salve-se quem puder.


