
O novo aumento do diesel ampliou a pressão sobre o governo do presidente Bolsonaro (PL), que já vem sofrendo há alguns meses com a inflação alta e seguidos reajustes nos combustíveis. Em plena campanha pela reeleição, Bolsonaro tem pedido aos ministros que encontrem alternativas capazes de amenizar os danos eleitorais e, mais, que atendam a uma categoria importante para o presidente: os caminhoneiros.
A principal demanda da categoria seria uma mudança na política de preços da Petrobras, o que o governo não tem disposição de fazer no momento, por causa das consequências econômicas de uma eventual intervenção na estatal.
O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, que é um dos responsáveis pela campanha de Bolsonaro, admite nos bastidores que há dificuldades em atender aos os motoristas, mas tem pedido que colegas que busquem alternativas. (UOL)
Em recente reunião com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, uma das medidas seria ampliar a correção da tabela de frete. Apesar disso, Bento afirma ainda se trata apenas de “uma das possibilidades”. Segundo o ministro, não há previsão de quando essas medidas poderão sair do papel. Há, por parte de integrantes do governo, receio de que alguma ‘bondade’ aos caminhoneiros possa ferir a lei eleitoral.



