
RIO – O perito Renato Couto de Mendonça, da Polícia Civil, foi morto por três militares da Marinha após uma discussão. O trio usou um veículo oficial da Força para ocultar o corpo. Um sargento se entregou no 1º Distrito Naval e confessou.
Renato era esperado para um plantão no Félix Pacheco neste sábado (14), mas não apareceu. Então a polícia foi acionada. Os colegas rastrearam o celular da vítima e descobriram que o perito teve uma briga com Lourival Ferreira de Lima, dono do ferro-velho. Ele teria ido reclamar sobre materiais furtados de uma obra dele e supostamente receptados por Lourival. Houve bate-boca.
Em seguida, o dono do ferro velho chamou o filho, o sargento da Marinha, Bruno Santos de Lima. Bruno ligou para um colega e lhe pediu para trazer uma van da Marinha. Já no ferro-velho, houve luta corporal com Renato, e Bruno acabou atirando no perito. Renato foi atingido na perna e na barriga e foi colocado na van. Bruno, o cabo Daris Fidelis Motta e o terceiro-sargento Manoel Vitor Silva Soares (todos parceiros da Força) levaram Renato até a Baixada Fluminense e jogaram o corpo no Rio Guandu. (G1)
A Marinha informou que tomou conhecimento e que haverá inquérito policial no âmbito da Justiça comum. Os militares envolvidos foram presos e responderão pelos seus atos perante a Justiça.
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