
A decisão pode afetar 1 milhão de usuários do plano de saúde dos servidores estaduais
A crise na relação entre os prestadores de serviços hospitalares e o IPE Saúde abriu uma ameaça formal de ruptura que poderá impactar a vida de 1 milhão de usuários no RS.
Hospitais filantrópicos, beneficentes e santas casas decidiram dar 24 horas para o governo estadual suspender três novas tabelas de remuneração usadas pelo IPE Saúde para pagar os prestadores de serviços. Os novos valores, na combinação entre eles, representam queda de receita para as instituições.
Caso as normas não estejam anuladas no prazo, 40 hospitais do Estado irão suspender o atendimento eletivo (agendados) a segurados do IPE Saúde. Com isso, essas instituições não irão mais aceitar consultas e cirurgias agendadas para conveniados do IPE Saúde. Serão mantidos apenas os atendimentos de situações de emergência, com risco iminente de vida, e de pacientes que já estavam em tratamento para doenças crônicas. (Zero Hora)
A medida é uma resposta à direção do IPE Saúde, que, no dia 26 de maio, colocou em vigor três novas tabelas de remuneração para pagamento dos prestadores de serviço pelo uso de medicamentos, pelas diárias de internações e taxas de infusão para tratamentos oncológicos. As duas últimas foram corrigidas para cima, mas o peso maior é da nova tabela de medicamentos, que sofreu revisão em 437 itens, com redução média nos valores de 20,76%.



