
O petista falou por mais de 40 minutos, relembrou conquistas de seu governo e prometeu combater a fome no país é melhorar as condições de vida da população
Em sua passagem por Porto Alegre na quarta (1º), o ex-presidente fez um apelo para que os partidos de esquerda disputem unidos as eleições no RS. Durante ato público que reuniu mais de 5 mil pessoas na casa de shows Pepsi On Stage, Lula deixou claro que não quer ver seu palanque dividido no Estado. A notícia é de Zero Hora.
“Por favor, sentem na mesa. Tomem até um aperitivo, se quiserem. Mas tentem encontrar uma solução”, disse o ex-presidente.
Afirmou ainda que a esquerda “não governa Porto Alegre há uma década” e que, nas duas vezes em que governou o Estado, o PT fez “ muita força para construir a unidade para a eleição e para a governança”.
No palco estavam dois pré-candidatos a governador: Edegar Pretto, do PT, e Pedro Ruas, do PSOL. O pré-candidato do PSB, Beto Albuquerque, não compareceu.

Ao atingir 5 mil e 500 pessoas, o Pepsi on Stage ficou lotado e os portões foram fechados perto das 17h45min. Parte do público teve que acompanhar o evento do lado de fora.
Lula surgiu no palco às 19h03min, ao lado da esposa, Janja, e Alckmin. Junto da ex-presidente Dilma Rousseff, os três foram até a passarela instalada à frente do palco para saudar os militantes.
No palanque, estavam representantes de partidos que o apoia, os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro, o senador Paulo Paim, a presidente do PT nacional, Gleisi Hoffmann, e o pré-candidato petista ao governo do Paraná, Roberto Requião, além de deputados, vereadores e representantes de movimentos sociais.
Foram chamados a discursar representantes do PV, do Solidariedade, do PCdoB, do PSOL e do PT. A mestre de cerimônia chegou a anunciar o presidente estadual do PSB, Mário Bruck, e um representante da Rede Sustentabilidade, que não estavam presentes.
“Povo que não tem virtude acaba por ser escravo”.
Um constrangimento ocorreu quando foi anunciada a interpretação do Hino Rio-Grandense pelo cantor Bagre Fagundes. Parte do público começou a protestar com os dizeres “hino racista”, em referência ao verso que diz: “Povo que não tem virtude acaba por ser escravo”.



