
Mesmo com três meses após o começo das aulas, muitos estudantes ainda sofrem com a falta de transporte. O governo do Estado ainda não regulamentou integralmente o serviço em oito municípios
Santiago e outras 26 cidades enfrentaram problemas em oferecer ônibus neste ano. Esses municípios não integram o Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar, do governo estadual. O programa repassa valores da Secretaria Estadual de Educação para que cada prefeitura faça a licitação do serviço.
Os alunos sem transporte são (na maioria) de Vila Branca e Cerca de Pedras, que estudam no Thomás Fortes.
Municípios consideraram pouco o valor pago pelo Estado para cobrir o deslocamento
Para 2022 houve um aumento de 30% no repasse às prefeituras, e o valor total ofertado subiu de 160 milhões para 209 milhões. Como o repasse só leva em conta o número de estudantes, sem contabilizar a média de quilômetros rodados, esses municípios consideraram pouco o valor para cobrir o deslocamento. Nesse caso, o governo assume a responsabilidade de contratar as linhas que irão atender os alunos. Contudo, mais de três meses após o início do ano letivo, parte desses processos ainda não foram concluídos, e estudantes continuam em casa.

Oito municípios ainda não atendem todas as rotas necessárias: Jari, Santiago, Jaguari, Cacequi e Cachoeira; São Lourenço e Piratini e Santo Ângelo. Em todos os casos, a secretaria afirma que parte das linhas já foi normalizada, enquanto outras estão em fase de contratação de transporte.
A Secretaria Estadual tem reforçado que esses alunos são atendidos com aulas remotas ou com a entrega de materiais. Mas, algumas mães dizem que a situação não se confirma na prática.
“A gente foi lá na escola e tentou pegar o material. Simplesmente disseram que não podem mandar e que ele tem que ir lá presencialmente”, diz uma mãe. A alegação dela é negada pelo diretor da escola Thomás Fortes, Machado:
“Os materiais estão disponíveis no portal da escola pela internet. Para quem não possui acesso à internet, é possível vir à escola e retirá-los. Nunca iremos prejudicar a comunidade, isso vai contra o nosso próprio interesse”, aponta o diretor para o jornal Zero Hora.



