
Segundo a Polícia, são apurados favorecimentos a empresas envolvendo todas as 12 praças de pedágio. Para elas, contratadas para fins de arrecadação de pedágios nas estradas estaduais, foram pagos desde o ano de 2019 a importância de R$ 89 milhões (25% desse valor são suspeitos de serem ilícitos).
Os mandados foram em Porto Alegre e em São Leopoldo. A polícia investiga supostas irregularidades em contratos da estatal.

A Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram operação em investigação sobre supostas irregularidades em contratos da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária.
Um ex-diretor da EGR e um ex-supervisor da empresa pública (que atualmente é servidor da Secretaria Estadual de Transportes e Logística) foram presos. Os nomes foram divulgados pelo jornal Zero Hora: Marcelo Gazen e Cleber Domingues.

Há outras duas pessoas investigadas, que trabalharam com o ex-diretor na empresa pública, mas elas não foram alvo de mandado de prisão. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos computadores, documentos, celulares, uma arma sem registro e US$ 20 mil.
A investigação teve início a partir da informação de que o ex-diretor-presidente (que dirigiu a EGR entre abril de 2021 e janeiro deste ano) teria determinado a suspensão e a revogação de uma licitação em andamento para contratar empresas para a execução de serviços de operação e arrecadação junto a praças de pedágio. A partir dessa decisão, foram mantidos os seis contratos que haviam sido assinados em 2019 (apesar dos indícios de fraude, direcionamento, sobrepreço e formação de cartel no procedimento anterior).



