
A jornalista Rosane de Oliveira escreveu em Zero Hora sobre o prazo para as convenções, que serão de 20 de julho a 5 de agosto. Assim, os acordos ainda não fechados terão de ser costurados nas próximas três semanas.
O PSDB convidou o MDB para integrar a aliança e ofereceu a vaga de vice, mas o partido está disposto a bancar a candidatura de Gabriel Souza e, no mesmo dia, chamou o PSD para oferecer a vaga do Senado a Ana Amélia Lemos.
O PDT também ofereceu a vaga de candidata ao Senado a Ana Amélia. Como não tem dinheiro nem tempo de TV, o PDT oferece a imagem de Leonel Brizola como talismã.
Eduardo Leite usa o argumento de que Ana Amélia não foi secretária de seu governo, mas de um projeto que ele pretende dar continuidade. O argumento usado com o PSD é o mesmo da conversa com o MDB: sua candidatura seria a forma de evitar a reprodução, no Estado, da polarização nacional, com um segundo turno “entre o populismo de direita e o populismo de esquerda”.
Com o União Brasil, cortejado por sete pré-candidatos, esse discurso não cola. As conversas com Eduardo Leite estão avançadas, mas uma ala significativa prefere Onyx Lorenzoni (PL), pela afinidade com o presidente Bolsonaro.
O presidente do União Brasil, Luiz Carlos Busato, diz que a tendência é apoiar Eduardo Leite “em função da gratidão”. O partido tem três secretarias no governo. Busato considera remota mas não descarta a possibilidade de o UB repetir a estratégia usada em várias eleições pelo PTB, de não se aliar a ninguém e depois integrar o governo eleito.
Na segunda rodada de conversas com os candidatos que querem seu apoio, Busato conversou duas vezes com Eduardo Leite e vai se reunir nos próximos dias com Vieira da Cunha (PDT), Luis Carlos Heinze (PP), Onyx Lorenzoni (PL) e Roberto Argenta (PSC). Ainda falta agendar com Gabriel Souza (MDB) e Beto Albuquerque (PSB).
O Podemos apressa a decisão
O Podemos deverá definir seu destino na próxima semana, depois de uma conversa com o ex-governador Eduardo Leite. De acordo com o senador Lasier Martins, que deseja concorrer à reeleição, a tendência é apoiar a candidatura de Eduardo Leite. O PSDB, porém, não esconde a preferência por Ana Amélia Lemos (PSD).
Indefinições na esquerda
Nas três semanas que antecedem o início das convenções, emissários do ex-presidente Lula farão uma tentativa de unificação das candidaturas de esquerda. Como Beto Albuquerque (PSB), Edegar Pretto (PT) e Pedro Ruas (PSOL) seguem firmes na disposição de concorrer, a principal dúvida é em relação ao Senado.
O sonho do PT é convencer Beto a disputar ao Senado, já que em 2018 ele ficou em terceiro. A ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB), que aparecia em primeiro lugar em diferentes pesquisas, desistiu de concorrer e o vazio ainda não foi preenchido.



