
Relatos de corrupção e lavagem de dinheiro foram apresentadas na semana passada à Justiça e ainda são analisadas
Quais os motivos concretos que levaram a Justiça a determinar que o prefeito Jairo Jorge (PSD) fosse afastado? O Ministério Público apresentou denúncia de que ele agiu para desviar dinheiro.
Outras 16 pessoas, entre agentes públicos e empresários, também estão denunciados por corrupção, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e peculato, cometidos entre 2020 e 2021. São crimes relacionados à dispensa de licitação e contratos para prestação de serviços terceirizados de limpeza e copeiragem.
Conforme a denúncia, Jairo Jorge acertou e recebeu 300 mil em propina de empresários, para superfaturar contratos com empresas terceirizadas e escolhê-las para serviços diversos, por meio de dispensa de licitação. A entrega dos R$ 300 mil teria ocorrido entre setembro e novembro de 2020, em duas parcelas. O esquema consistia num acerto entre as partes para burlar a concorrência e direcionar a contratação das empresas.
A Procuradoria sustenta que o prefeito comandava o esquema de desvio de dinheiro na prefeitura e acertou propina de 5% do valor dos contratos sob investigação. O esquema envolveria um núcleo político e outro, empresarial, centralizado em São Paulo. Tudo começou ainda antes de Jairo Jorge vencer as eleições, quando ele liderava as pesquisas.
Os contratos sob investigação são com a empresa GMS Serviços de Limpeza e Construção Civil Eireli por dispensa de licitação. O desvio de dinheiro público apontado é de R$ 1,7 milhão nesse contrato citado. O objeto seria a prestação de serviços continuados de limpeza, conservação, higienização e copeiragem nas dependências dos órgãos da Administração Direta do Município de Canoas. Há outras dispensas de licitação investigadas, mas que ainda não foram alvos de denúncia. O valor total sob suspeita é de R$ 66,7 milhões. (Zero Hora)



