
Por que as estações rodoviárias gaúchas estão fechando – Há uma década, RS tinha 41% mais terminais de ônibus
NA REGIÃO JÁ FECHARAM AS RODOVIÁRIAS DE NOVA ESPERANÇA, MAÇAMBARÁ, SÃO VICENTE, JÚLIO DE CASTILHOS…
De acordo com o Daer, de 2020 para cá, 28 rodoviárias fecharam no RS. Porém, a queda vem ocorrendo desde 2013. Em 2012, o número de estações ativas chegou a 294. Reduziu para 282 no ano seguinte. Em 2022 chegou a 174. (Extraído do texto de Jocimar Farina, do jornal Zero Hora).
O principal motivo do fechamento é a queda na quantidade de passageiros. Em 2015, por exemplo, 45 milhões de pessoas passaram pelas rodoviárias. Em 2019 (antes da pandemia), caiu para 33 milhões. E no ano passado chegou a 11 milhões. A queda foi de 75%.
Na venda de uma passagem, 11% do valor é destinado para a estação rodoviária. O montante para despacho de encomendas é 15%.
E os custos não diminuíram. Mesmo que tenham fechado em algum determinado momento durante a pandemia, o salário do funcionário é o mesmo, mais despesas e tributos. O que não muda são as taxas que Daer.
O transporte clandestino aumenta sempre quando há problemas econômicos.
“Todo mundo quer rodoviária na sua cidade. Mas na hora de fazer o transporte de saúde, por exemplo, as prefeituras, em vez de ajudarem a subsidiar a passagem, fazem elas o transporte dos pacientes com vans, ou contratam quem o faça. Tudo isso enfraquece o sistema de transporte. Onde tu enfraquece um, tu enfraquece outros”, destaca Lauro Hagemann, que foi diretor de Transportes Rodoviários do Daer, entre 2015 e 2022.
As empresas de ônibus ainda resistem, pois podem vender a passagem pela internet ou na modalidade comum, diretamente nos veículos. Mas o passageiro sofre com a falta de um local para desembarque. A chuva, o frio, a dificuldade para conseguir um táxi, tudo isso entra na conta.



