
No RS, foram pagos 761 milhões em indenizações nos primeiros meses do ano
Considerando os últimos 12 meses, é uma alta acumulada de 34,36% na região metropolitana de Porto Alegre, ou seja, mais do que o triplo da inflação (10,68%). Pegando só o primeiro semestre de 2022, a elevação é de 25,86%, o que é quase sete vezes a inflação do período (3,85%).
Há vários motivos apontados pelas seguradoras. Um deles é o aumento da sinistralidade. Apesar de indicadores criminais terem recuado em algumas regiões, casos de acidentes com danos materiais aumentaram porque as pessoas voltaram a circular, após o distanciamento social durante a pandemia. No RS, foram pagos R$ 761 milhões em indenizações nos primeiros quatro meses do ano, 39% mais do que no mesmo período do ano passado. Ou seja, o seguro é acionado mais vezes, sai mais caro para a seguradora e esse custo é dividido entre os clientes.
Outro ponto é que os carros e as peças estão mais caros, isso eleva o gasto da seguradora na hora de repor ou consertar o veículo. A falta de itens e a dispara de preços dos insumos são os motivos que chegam a parar fábricas, provocando escassez de modelos e inflação automotiva para novos e usados, mesmo com queda nas vendas. O seguro é calculado sobre a Tabela Fipe, que já aumentou bastante no ano passado, provocando alta superior a 20% do IPVA, o que o bolso do leitor deve recordar bem.
Para economizar, a regra básica é pesquisar. O corretor de seguros pode parecer um custo a mais, porém vale a consulta, já que os profissionais conhecem as opções e têm acesso a descontos. Além disso, renegocie preços e reavalie se a cobertura atual do seguro pode ser alterada para uma opção mais acessível. (Fonte: Giane Guerra – giane.guerra@rdgaucha.com.br)



