
A proposta decreta estado de emergência no país. Assim, 41 bilhões serão distribuídos à várias classes sociais, incluindo caminhoneiros e taxistas
Articulada pelo governo com a base governista no Congresso, a PEC aumenta o Auxílio-Brasil de R$ 400 para 600 por mês, concede uma “bolsa-caminhoneiro” de 1 mil mensais e um auxílio-gasolina a taxistas de 200 por mês, além de dobrar o vale-gás a famílias de baixa renda e subsidiar a gratuidade de idosos no transporte público.
O Congresso promulgou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que decreta estado de emergência e permite ao governo a concessão de benefícios sociais às vésperas da eleição. O texto, que já havia passado no Senado, foi aprovado na Câmara. O governo tem pressa para pagar o que foi estabelecido pela PEC.
A PEC teve amplo apoio no Congresso, inclusive da oposição, que chamou o pacote de “eleitoreiro”, mas votou a favor. Na Câmara, foram 469 votos a favor, 17 contrários e 2 abstenções no segundo turno da votação. No Senado, 67 parlamentares foram favoráveis e apenas 1 contrário. (Zero Hora)
A inclusão do estado de emergência na proposta foi feita para blindar Bolsonaro de punições da Lei Eleitoral, que proíbe a criação de benesses às vésperas de uma eleição, exceto em casos de calamidade pública e emergência nacional.



